O transporte público de Teresina é alvo de denúncias do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Rodoviários do Piauí (Sintetro). A entidade aponta pneus desgastados, uso de peças usadas na manutenção e redução de veículos.
O presidente do Sintetro, Antonio Cardoso, afirmou que trabalhadores registraram imagens de ônibus em oficinas mecânicas. Ele também disse que empresas transformariam veículos antigos em micro-ônibus sem autorização dos órgãos competentes.
Passageiros de Teresina relataram desconforto, falhas mecânicas e longos intervalos entre ônibus. Um estudante do ensino médio contou que um veículo da linha 402 parou durante o trajeto.
Em 2 de novembro de 2026, o superintendente municipal de Transportes e Trânsito, Weldon Bandeira, informou que a prefeitura planeja reforçar a frota. A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) e o Sindicato das Empresas de Transportes Urbanos de Passageiros de Teresina (Setut) não haviam respondido aos contatos da reportagem até a última atualização.
Denúncias sobre conservação e redução dos ônibus
Ao descrever as condições da frota, o presidente do Sintetro, Antonio Cardoso, afirmou que há veículos antigos e sucateados em circulação. Ele também relatou que alguns bancos estariam apoiados em pedaços de madeira ou pedras.
Cardoso associou o estado dos ônibus a problemas enfrentados por motoristas, incluindo dores na coluna. O dirigente disse ainda que, sem mudanças, os veículos poderiam deixar de ter condições de circular.
Entre as falhas percebidas por passageiros, um estudante citou o ar-condicionado sem funcionar e mencionou o calor de Teresina. O relato se soma às queixas sobre espera e defeitos mecânicos nos ônibus da capital.
Prefeitura planeja comprar novos veículos para 2027
A proposta da prefeitura prevê a compra de 100 ônibus para a frota do transporte público de Teresina. Segundo o superintendente Weldon Bandeira, a licitação ainda seria encaminhada à Secretaria Municipal de Administração e Recursos Humanos.
O valor estimado para a aquisição é de R$ 85 milhões, e a circulação dos veículos está prevista para o início de 2027. A gestão também planeja mudanças nas linhas da rede de transporte.
Do total previsto, 51 veículos serão de porte menor, com capacidade máxima para 50 passageiros cada. Outros quatro serão ônibus básicos comuns, com lotação de até 70 pessoas.
As 45 unidades restantes serão do tipo Padron, com capacidade para até 80 passageiros. De acordo com a proposta apresentada por Bandeira, esses veículos devem atender principalmente aos horários de pico.

